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Acredita que arte é amor; é cuidado; é comprometimento consigo mesmo e com seus sentimentos, com sua forma de sentir e existir no mundo e nos outros. Arte é também sobre mostrar a podridão humana para que possamos enxergar aquela flor nascendo em meio ao concreto e que simboliza nossa evolução e resiliência. A arte é uma ferramenta que salva vidas, que reconstrói lares, que destrói tabus e coloca os pratos na mesa para que possamos juntes dialogar e entrar numa estratégia anti-cistêmica.

Ruidosa Alma iniciou em minha vida dois anos após eu ter adentrado o mundo das artes, mais especificamente do teatro e da dança. Em meados de 2015, no auge da minha aceitação como pessoa neuroatípica, borderline, senti uma força latente que tinha a  necessidade própria de sair de mim. Assim iniciei meus primeiros trabalhos na Ruidosa Alma, que na época não era Ruidosa Alma, tão pouco uma coletiva trans-performática. 


Local onde todas as contradições, todos os demônios que estavam me atormentando, se expressavam em meu corpo sem precisar falar. Entre choros e gritos que minha mente inquieta se lançava, eu dançava e conforme eu dançava como se o mundo e o amanhã não existissem um processo terapêutico começou a dar sinais de profissionalismo, com metodologias e vídeos mensais lançados na forma de dança improvisacional. Logo no ano seguinte me uni a Sá Biá (Samuel de Moraes Pretto) e então compartilhamos os momentos de tormentos e multiplicamos as produções artísticas, expandimos e crescemos juntas. Através de muito suor, muita luta, através de perdas e de uniões.


Ruidosa Alma se concretizou em minha vida,

como a coletiva a qual entrego minha alma e aposto todas minhas fichas.

 
Axé a nós;
Axé a Ruidosa Alma,
E que todos os orixás e deuses abençoem essa grupa!

 

LAROYÊ!

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Ruya Carlo

  Bailarina, performer e produtora | Fundadora da Coletiva  

Nascida em Pinheiro Machado, no interior do Rio Grande do Sul é uma multiartista com ênfase na performance e dança. É Afro-indígena, Trans não binárie e Neuroatípica. Vive pela e para a arte. Frequentou a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), onde cursou licenciatura em Teatro durante sete semestres; também estudou ballet clássico na Escola de Ballet Dicléa F. De Souza em Pelotas e atualmente estuda na Escola de Dança da Fundação Theatro Municipal de São Paulo. 

Bailarina clássica com técnica em pontas, já performou diversos ballets de repertório, como Coppelia, La Fille Mal Gardeè e The Nutcracker. Também executa um trabalho de pesquisa autoral sobre musicalidade e improviso com a intermediação com base na dança clássica e contemporânea. No ramo do teatro e performance é diretora, produtora e performer, trabalha com os paradoxos acerca dos limites das artes cênicas e performáticas através da performance e da sétima arte.